Como aprender a se valorizar?

Por Mariana Klinke

Meu último texto, que falava sobre felicidade e gratidão, inspirou algumas pessoas próximas a exercitarem o cérebro em busca de padrões positivos no seu dia-a-dia. E o retorno foi que: nem sempre é fácil. E foi pensando nisso que cheguei à ideia para a coluna de hoje.



Eu estava tomando um café ontem quando recebi a mensagem de uma amiga dizendo como, às vezes, é difícil encontrar cinco coisas pelas quais ser grata em um dia. E isso ficou na minha cabeça. E não saiu. Tendo eu também enfrentado alguns dias difíceis na última semana, fiquei pensando em como achar a positividade apesar disso.


Foi então que comecei a fazer uma espécie de regressão, voltando para o passado, para coisas que fiz ou conquistei e que me fizeram muito feliz. Foi um processo também de reconhecer minhas qualidades e nelas encontrar a positividade que a semana vinha tirando de mim. Um exercício de autoelogio.


O problema é que se elogiar é feio, né? Claro que não. Mas culturalmente fomos criados para acreditar nisso. Ser consciente de suas qualidades é coisa de gente metida, arrogante, vaidosa. Fomos treinados para nos depreciarmos e não para nos valorizarmos.


Um período de muito amor próprio! <3

A primeira vez que percebi isso foi quando tive que fazer minha inscrição para o mestrado lá na Inglaterra. Ao contrário do Brasil, não é uma prova que determina sua entrada ou não em uma universidade inglesa. O que pode (ou não) te garantir uma vaga por lá é o Personal Statement. Nesse texto, você deve contar, em uma ou duas páginas, a sua história e dizer porque eles devem te escolher. Ou seja, você precisa destacar suas qualidades e conquistas.


Parece fácil, mas não é. Sente para escrever sobre você mesmo, destacando suas qualidades, conquistas e superações. Tenho certeza que, na mesma hora, o censor interno vai aparecer (pelo menos para a maioria de nós).


Minha proposta desta semana é: vamos matar o censor! Como? Sem limite de páginas, escreva uma carta em sua defesa. Não se preocupe com gramática ou com a beleza do texto. O importante é ressaltar, a quem interessar possa, suas qualidades e conquistas. Mostre ao seu censor interno que ele está errado sobre você. Depois de escrever essa carta, coloque num envelope, vá até o correio e mande para você mesmo. Quando a carta chegar, abra, leia, e relembre ao seu censor interno que ele não manda mais em você. Afinal de contas, você é o seu maior incentivador, mas também (muitas vezes) aquele que mais te censura. ;)


#FicaDica: Em breve vão abrir as inscrições para a bolsa de estudos Chevening, com a qual fui contemplada em 2014. A bolsa é ótima. Paga seu mestrado, dá uma ajuda de custo mensal, entre outras vantagens. Considerando o preço do dólar e da libra nesse momento, uma bolsa de estudos faz toda a diferença. Quer saber mais sobre o Chevening ou sobre inscrições para mestrado no Reino Unido, EUA ou Austrália? Mande sua pergunta pra mim aqui nos comentários!