Mais amor, por favor! E limites também...

Por Mariana Klinke

Então mais um ano chegou ao fim. Pelo menos para mim. Meu trigésimo quinto ano de vida acabou no domingo e na segunda começou um novo ano. O ano de número 36.

A temporada 35 de “A Vida de Mariana K” foi uma montanha-russa. Teve mais baixos que altos e muita reflexão. Isso me fez pensar muito (mas muito mesmo) no que eu desejaria para o meu ano novo. Aquele desejo especial para os próximos 365 dias que irei viver.


Assumo que, nesse próximo ano, eu desejo o amor. Não só para mim, mas para o mundo. Estamos precisando. Basta ler alguns posts e comentários no Facebook e afins para ver que a frase Mais Amor Por Favor continua importante e extremamente necessária.



E foi pensando nesse desejo, que me lembrei de um dos meus lugares favoritos no mundo. Estou falando de Verona, a cidade de Romeu e Julieta. Não que eu esteja desejando um amor com final trágico. Afinal, como eu mesma escrevi no e-mail para a Julieta: "Quero viver um amor como o seu com Romeu, mas sem a parte do suicídio, porque essa coisa de se matar não faz o meu estilo" (Sim! E-mail! Lembra aquele filme “Cartas para Julieta”? Pois agora Julieta está moderna. Ela também atende via e-mail).



Claro que, além de escrever e-mails, eu fui até a famosa sacada onde Julieta e Romeu se encontravam. E, como boa turista, segui a tradição de colocar a mão no seio da estátua da Julieta para ter sorte no amor. É sério gente! Reza a lenda que a estátua da moça tem esse poder. Achei melhor não quebrar a tradição. Vai que é verdade, né?



Não há nenhuma prova concreta de que Romeu e Julieta existiram de verdade. Essa casa, localizada na Via Capello 23, pertencia à família Cappelletti (pronuncia-se Capuleti, no dialeto local). Sabe-se também da existência dos Montecchi, uma importante família mercante, que realmente se envolveu em sangrentas lutas pelo controle do poder em Verona.


De qualquer forma, estar diante da "Casa di Giulietta", onde teria vivido a Julieta verdadeira, é emocionante, principalmente por ter inspirado uma obra tão marcante para a cultura mundial. MAAAASSSSSSS... Não vamos misturar as coisas.


*** MOMENTO ALERTA PISCANDO EM VERMELHO NEON ***


Vamos falar sobre relacionamentos tóxicos versus relacionamentos saudáveis...



Como bem disse Mark Manson em A Sutil Arte de Ligar o Foda-se, “se prestarmos atenção ao que acontece na história, vemos que aqueles garotos estavam surtados. Prova disso é que se mataram. Muitos estudiosos suspeitam que Shakespeare tenha escrito Romeu e Julieta não como uma história que celebraria o romance, mas como sátira, como forma de mostrar que o amor é insano”.


Ou seja, exibições dramáticas de afeto, ciúme doentio, controle da vida do outro... Tudo que te coloque numa montanha-russa emocional NÃO É SAUDÁVEL. A ideia de “quem ama cuida” precisa e deve ter limites. E atentar contra a própria vida está bem longe de ser uma demonstração saudável de amor.


“O amor saudável é o que une duas pessoas capazes de reconhecer e enfrentar seus problemas com o apoio um do outro. (...) Em uma relação saudável, haverá limites claros entre as duas pessoas e seus valores. (...) Pessoas em uma relação tóxica, com limites fracos ou inexistentes, sempre evitarão a responsabilidade por seus problemas e/ou assumirão a responsabilidade pelos do parceiro”. (Mark Manson – A Sutil Arte de Ligar o Foda-se).


Ou seja, desejo para esse meu Ano Novo que eu, você, que todo mundo aprenda a colocar e a ter limites em seus relacionamentos (E isso vale para família, amigos e no trabalho também). Vamos buscar relações saudáveis, minha gente! Relações são feitas para somar. Porque, se for para subtrair, de que vale?


LIMITES, pessoal! LIMITES!

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