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Sobre falhar...


Por Mariana Klinke


Na semana passada, meu texto aqui no blog falou sobre o Tempo. Minha proposta era encontrar tempo, durante sete dias, para realizar uma atividade por dia que eu considerasse importante para mim. Na segunda, fui até a Leroy Merlin e finalmente organizei os cabides que uso para pendurar minhas roupas e deixar que sequem lindas no varal sem precisar passar depois (porque se existe algo que não consigo lidar na vida é com o ato de passar roupa). A semana seguiu e eu consegui tempo para os meus destaques de terça (consertar o aquecedor e finalmente tomar um banho quentinho depois de uma semana de banhos congelantes) e de quarta (cancelar a academia antiga e me matricular em uma nova, mais barata e que atendesse o que realmente dou conta de fazer – assim como passar roupa, exercícios não são minha maior paixão, mas eles me ajudam a dormir e ter ideias, então eu faço).


Mas eis que chegou quinta-feira. E com ela veio uma enxaqueca que me fez acordar de olhos inchados. Foi o fim dos planos de começar na academia nova. Fiquei chateada? Sim. E muito. Senti que estava falhando. Não tinha passado nem uma semana e eu já estava de novo com rinite, sem respirar direito, com enxaqueca, cansada... Fiquei brava e triste... comigo mesma. Por mais que não fosse minha culpa, eu me culpei. Ou seja, além de estar doente, eu ainda bati mais um pouco em mim, só pra garantir que eu me sentisse péssima por não dar conta de uma simples tarefa.


Agora, diz pra mim: de que adiantou eu fazer isso? Nada. O que eu tinha que fazer era me cuidar. Às vezes imprevistos acontecem, planos mudam, e, às vezes, a gente simplesmente falha. E tudo bem. Na terapia, aprendi que abraçar as falhas e os sentimentos ruins que elas nos provocam ajudam muito mais do que ficar xingando e dizendo para nós mesmos que somos péssimos. Isso mina a autoestima e faz com que a gente interrompa um processo de crescimento pessoal que pode ser bom. Olhar para o que incomoda, entender por que incomoda, abraçar isso e se perdoar permite que a gente siga em frente fortalecido.



No meu caso, eu costumo ser muito dura comigo mesma (há quem diga que é porque tenho o Sol e a Lua em Virgem – já eu e a terapeuta sabemos que é porque tenho muita dificuldade de gostar de mim).


Na última sessão de terapia, falamos muito sobre isso. E no livro Faça Tempo (que me inspirou a realizar o exercício de ter um Destaque para cada dia da semana), os autores também falam que o processo sugerido por eles não pede perfeição, porque somos únicos e cada um vai encontrar sua combinação própria de táticas para ter mais qualidade na relação com o Tempo.


Após essa reflexão, acordei na sexta e retomei meu projeto com o Destaque do dia. A missão era ir ao Cardiologista. Para não piorar a rinite, trabalhei de casa. A cabeça ainda doía, mas ficar longe do ar condicionado, do carpete, e tomar o remédio certo me ajudou a me sentir melhor. À tarde, fui ao médico, levei meus exames e peguei o atestado confirmando que meu coração está ótimo e a pressão sob controle, prontos para iniciar os exercícios na nova academia.



No sábado, não coloquei Destaque nenhum no meu planner. Respeitei meu corpo e fiquei de repouso. E agora, domingo à noite, estou me sentindo bem melhor. Cumpri o Destaque, escrevendo esse texto lindo para o blog, e já peguei a missão da quinta passada e mudei para essa segunda: academia nova, aí vou eu! =)


Ah! E se eu puder sugerir um exercício para todos essa semana, sugiro esse aqui: sejamos pacientes, compreensivos e carinhosos com nós mesmos. Exercite gostar mais de você! – afinal, a prática leva à perfeição. ;)

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